Todos eventos do fim-de-semana no seu email!
O Mosteiro de Santa Maria de Seiça, recebe a exposição “Do Inferno ao Mosteiro – Diabos à Solta em Seiça”, a partir da coleção particular de José Santos Silva, numa proposta que cruza artesanato figurado, imaginário popular e património cultural.
Patente até 28 de junho e poderá ser visitada de quarta-feira a domingo, das 14h00 às 18h00, esta mostra presta homenagem às tradições e à dimensão simbólica das criaturas míticas portuguesas, convocando aquilo que a própria sinopse descreve como «a magia que envolve as nossas criaturas míticas», num percurso onde se esbatem os limites entre arte e cultura. Entre o grotesco e o fascinante, estas figuras demoníacas surgem não apenas como encarnações do mal, mas como espelhos da complexidade humana.
Instalada no antigo mosteiro cisterciense — hoje espaço requalificado e afirmado como polo cultural do concelho —, a exposição pretende estabelecer um diálogo provocador entre o sagrado e o profano, entre o silêncio monástico e a irreverência etnográfica.
Trabalhadas em barro, madeira e outros materiais, as peças expostas dão corpo a «seres travessos e enigmáticos» que povoam o imaginário tradicional português. Mais do que representações maléficas, estes diabos populares revelam «a dualidade da natureza humana», num olhar simultaneamente crítico, lúdico e profundamente enraizado na cultura vernacular.
«Esta coleção», sublinha o colecionador, «presta homenagem às tradições populares e à magia que envolve as nossas criaturas míticas, desafiando os limites entre a arte e a cultura. Entre o grotesco e o fascinante, a luz e a sombra, surge um artesanato figurado inspirado nos diabos — figuras maléficas, mas sedutoras, que habitam as lendas e as festas tradicionais portuguesas».
Ciclo de visitas guiadas pelo próprio colecionador/curador, José Santos Silva:
Último domingo de cada mês, sempre às 16h00:
29 de março
26 de abril
31 de maio
28 de junho
Estas sessões, cuja participação é gratuita e não requerem inscrição prévia, convidam o público a ir além do olhar imediato sobre as peças expostas, explorando o contexto da coleção, o simbolismo dos “diabos” na cultura tradicional portuguesa e o diálogo singular que se estabelece entre este universo irreverente e o antigo espaço monástico cisterciense.
O Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz inaugura, a 26 de abril, a exposição “Mário e Heitor Chichorro: Ar(te) de Família”, patente até 27 de setembro nas salas 2 e 3.
Com curadoria do arquiteto Etienne Delaunay, a mostra reúne, pela primeira vez em Portugal, a obra de Mário Chichorro, artista radicado em França e reconhecido pela expressividade dos seus baixos-relevos, em diálogo com a criação artística do seu irmão, Heitor Chichorro, nome bem conhecido do público figueirense.
A exposição propõe um encontro entre dois universos singulares, marcados pela exuberância cromática, pelo humor, pela liberdade criativa e por uma linguagem artística que recusa convenções. Cada obra revela narrativas visuais onde se cruzam fantasia, irreverência e um imaginário profundamente pessoal.
Mais do que uma exposição, trata-se de um reencontro simbólico entre dois percursos artísticos e de uma oportunidade rara para descobrir, lado a lado, duas personalidades incontornáveis da arte contemporânea portuguesa.
A exposição do cartoonista Zé Carlos, que encantou tantos visitantes na Sala 3, foi prolongada até setembro e agora pode ser vista num novo espaço. Venha (re)descobrir, na Sala de Ilustração, este universo único em 3D: miniaturas afetivas que retratam a memória, os usos, costumes e tradições da Figueira da Foz e das suas freguesias. Humor, nostalgia e criatividade lado a lado.
Horário: Segunda a quinta: 09h – 23h | Sexta: 09h – 24h | Sábados e feriados: 10h – 24h | Domingos: 10h – 19h
A Sociedade Instrução e Recreio de Lares (SIRL) assinala em 2026 o seu centenário, celebrando um século de dedicação à cultura, à música filarmónica e ao associativismo local com um vasto programa comemorativo que se prolonga ao longo dos próximos meses.
As comemorações arrancam a 14 de maio, data oficial do centenário, com o hastear das bandeiras, ao som do hino da coletividade, e a inauguração da escultura evocativa dos 100 anos da instituição. O dia inclui ainda a participação na Procissão das Velas de Nossa Senhora da Graça, em Vila Verde, tradição ligada à origem da própria coletividade e da sua banda filarmónica.
No dia seguinte, 15 de maio, realiza-se o Jantar de Gala do Centenário, na Quinta da Salmanha, reunindo sócios, músicos e comunidade num momento de celebração e convívio.
O programa inclui igualmente um concerto solene da Banda Filarmónica de Lares, uma residência artística com o compositor Carlos Marques, um Mega Encontro de Cavaquinhos e um concerto de gala no CAE da Figueira da Foz com a participação especial da cantora Anabela.
Fundada em 1926, a SIRL afirma-se como uma das mais emblemáticas coletividades da região, desempenhando ao longo de um século um papel central na dinamização cultural e musical da freguesia de Vila Verde e do concelho da Figueira da Foz.
É inaugurada na próxima sexta-feira, 27 de março, pelas 18h00, na Casa do Paço a exposição “Memórias de Barro-As Fábricas de Cerâmica da Figueira da Foz”, organizada pelo Museu Municipal Santos Rocha (MMSR), que propõe uma viagem pelo património industrial e cultural das fábricas de cerâmica da Figueira da Foz e ficará patente até 31 de outubro, podendo ser visitada, gratuitamente, de quarta a sábado das 14h00 às 18h00.
“Memórias de Barro-As Fábricas de Cerâmica da Figueira da Foz” procura, através de objetos, fotografias e documentos, reconstruir a história das fábricas de cerâmica do concelho da Figueira da Foz, bem como a diversidade das produções, desde louça utilitária a materiais de construção, apresentando igualmente uma sumária história das fábricas.
A exposição resulta de um estudo aprofundado da coleção de cerâmica do concelho da Figueira da Foz pertencente ao MMSR e compreende a produção desde finais do século XIX ao século XX, concentrada nas freguesias de Brenha, Buarcos, Lavos, São Julião e Tavarede, com produtos finais destinados fundamentalmente ao mercado local e regional.
Quanto às principais fábricas de material de construção estudadas e agora documentadas estão a Empresa Industrial do Cabo Mondego, a Manufatura Cerâmica Figueirense e a Cerâmica Figueirense, Lda., que acompanharam o crescimento económico e urbano da Figueira da Foz.
A Casa do Paço, recorde-se, foi o primeiro local a acolher o Museu Municipal da Figueira da Foz, inaugurado a 6 de maio de 1894, onde permaneceu por cinco anos, até à conclusão do novo edifício dos Paços do Concelho, em 1899, para onde viria a ser transferido, nesse mesmo ano.