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«O poema começa com um nó na garganta», com Ana Zanatti e José Anjos, é a aposta da Biblioteca Pública Municipal Pedro Fernandes Tomás para a sessão de Terças com Poesia do mês de junho. O espetáculo poético-musical será apresentado dia 16, pelas 21h30, no Auditório Madalena Biscaia Azeredo Perdigão, com entrada livre.
Em «O poema começa com um nó na garganta» Ana Zanatti faz a leitura de poemas, acompanhada por José Anjos na guitarra e interpretação musical. O programa reúne textos dos próprios autores e de nomes clássicos e contemporâneos da poesia portuguesa e internacional, entre os quais Jorge de Sena, Mário-Henrique Leiria, Cláudia R. Sampaio, José Carlos Barros, Ana Hatherly, Alberto Pimenta, Ana Luísa Amaral, Natália Correia, Linda Pastan, Ary dos Santos, Sophia de Mello Breyner, Mário Cesariny e José Emílio Pacheco, entre outros.
Ana Zanatti desenvolveu, ao longo de 55 anos, uma carreira no teatro, televisão, rádio e cinema, como atriz, apresentadora e autora. Escreveu canções, adaptou peças de teatro e criou séries de ficção e documentais. Colaborou com jornais e revistas e, desde 2003, publicou onze livros de romance, contos e ensaio, além de textos integrados em coletâneas de poesia.
José Anjos nasceu em Lisboa, em 1978. É formado em Direito, poeta e músico. Tem quatro livros de poesia publicados e participa em vários projetos como baterista, guitarrista e diseur.
A cidade prepara-se para viver mais uma edição das Festas da Cidade e de São João, que decorrem entre os dias 8 e 24 de junho, prolongando-se com a tradicional Regata Louca do Mondego, agendada para 27 de junho.
O programa reúne algumas das iniciativas mais emblemáticas do calendário festivo figueirense, começando com a Festa da Sardinha, entre 8 e 10 de junho, seguindo-se a Feira das Freguesias, de 13 a 24 de junho, espaço privilegiado para a promoção da gastronomia, cultura e identidade das freguesias do concelho.
Entre os momentos mais aguardados contam-se também a Corrida Mais Bonita de Portugal, a 14 de junho, a Grande Noite de São João, a 23 de junho, e as celebrações do Dia de São João, feriado municipal, a 24 de junho.
A componente musical assume igualmente particular destaque, com atuações de Maninho (13 de junho), Zé Amaro (14 de junho), Nuno Ribeiro (19 de junho), Emanuel (20 de junho), Fernando Daniel (21 de junho), Matias Damásio (23 de junho) e Bia Caboz (24 de junho).
As festividades incluem ainda marchas populares, arraiais, fogo de artifício, animação de rua e um vasto conjunto de atividades dirigidas a públicos de todas as idades, reforçando o carácter popular e agregador de uma celebração profundamente enraizada na identidade da cidade.
O encerramento das festividades acontece a 27 de junho com a Regata Louca do Mondego, um dos eventos mais singulares e participados da programação, que volta a trazer criatividade, humor e espírito festivo às águas do Mondego.
Ao longo de várias semanas, a Figueira da Foz convida residentes e visitantes a participar numa programação que celebra a cultura, as tradições populares e o espírito comunitário que marcam esta época do ano.
“Confluências Criativas II”, da MAGENTA, é uma exposição coletiva de pintura e escultura, artes reconhecidas como das mais nobres e expressivas formas de manifestação artística. Possui a capacidade única de nos transportar a universos do imaginário, revelando uma beleza, muitas vezes subtil, que convida à contemplação e à reflexão promovendo o diálogo entre artistas e público.
Mais do que uma simples mostra de obras, este ciclo expositivo celebra a partilha de visões, técnicas e experiências, reunindo artistas com percursos diversos num espaço comum de diálogo e inspiração.
É um convite à descoberta, à reflexão e, sobretudo, ao fortalecimento da ligação entre arte, comunidade e território, reafirmando o papel vital da cultura na construção de pontes e no enriquecimento coletivo.
Durante o período desta exposição será realizada uma sessão de pintura ao vivo, no dia 1 de junho, enaltecendo e festejando o aniversário do CAE. Uma oportunidade de envolver o público nesta experiência artística e estimular a criatividade de cada um.
O Mosteiro de Santa Maria de Seiça, recebe a exposição “Do Inferno ao Mosteiro – Diabos à Solta em Seiça”, a partir da coleção particular de José Santos Silva, numa proposta que cruza artesanato figurado, imaginário popular e património cultural.
Patente até 28 de junho e poderá ser visitada de quarta-feira a domingo, das 14h00 às 18h00, esta mostra presta homenagem às tradições e à dimensão simbólica das criaturas míticas portuguesas, convocando aquilo que a própria sinopse descreve como «a magia que envolve as nossas criaturas míticas», num percurso onde se esbatem os limites entre arte e cultura. Entre o grotesco e o fascinante, estas figuras demoníacas surgem não apenas como encarnações do mal, mas como espelhos da complexidade humana.
Instalada no antigo mosteiro cisterciense — hoje espaço requalificado e afirmado como polo cultural do concelho —, a exposição pretende estabelecer um diálogo provocador entre o sagrado e o profano, entre o silêncio monástico e a irreverência etnográfica.
Trabalhadas em barro, madeira e outros materiais, as peças expostas dão corpo a «seres travessos e enigmáticos» que povoam o imaginário tradicional português. Mais do que representações maléficas, estes diabos populares revelam «a dualidade da natureza humana», num olhar simultaneamente crítico, lúdico e profundamente enraizado na cultura vernacular.
«Esta coleção», sublinha o colecionador, «presta homenagem às tradições populares e à magia que envolve as nossas criaturas míticas, desafiando os limites entre a arte e a cultura. Entre o grotesco e o fascinante, a luz e a sombra, surge um artesanato figurado inspirado nos diabos — figuras maléficas, mas sedutoras, que habitam as lendas e as festas tradicionais portuguesas».
Ciclo de visitas guiadas pelo próprio colecionador/curador, José Santos Silva:
Último domingo de cada mês, sempre às 16h00:
29 de março
26 de abril
31 de maio
28 de junho
Estas sessões, cuja participação é gratuita e não requerem inscrição prévia, convidam o público a ir além do olhar imediato sobre as peças expostas, explorando o contexto da coleção, o simbolismo dos “diabos” na cultura tradicional portuguesa e o diálogo singular que se estabelece entre este universo irreverente e o antigo espaço monástico cisterciense.
O Museu Municipal Santos Rocha item patente a exposição temporária “Rako (1946 – 2026) – Da Figura ao Essencial”, uma mostra de homenagem a Reinaldo António Costa, artisticamente conhecido como Rako, artista plástico que escolheu a Figueira da Foz para viver e desenvolver grande parte do seu percurso artístico e humano.
Falecido em março de 2026, no Brasil, Rako deixou uma marca profunda na comunidade cultural figueirense, quer pela sua produção artística, quer pela sua ligação ativa à dinâmica artística local. Esta exposição constitui uma homenagem do Museu da cidade que o acolheu e que o artista escolheu como lugar de vida, reunindo um conjunto de obras representativas do seu percurso e da sua procura artística “da figura ao essencial”, celebrando o legado de um criador incontornável da arte contemporânea local.
O Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz inaugura, a 26 de abril, a exposição “Mário e Heitor Chichorro: Ar(te) de Família”, patente até 27 de setembro nas salas 2 e 3.
Com curadoria do arquiteto Etienne Delaunay, a mostra reúne, pela primeira vez em Portugal, a obra de Mário Chichorro, artista radicado em França e reconhecido pela expressividade dos seus baixos-relevos, em diálogo com a criação artística do seu irmão, Heitor Chichorro, nome bem conhecido do público figueirense.
A exposição propõe um encontro entre dois universos singulares, marcados pela exuberância cromática, pelo humor, pela liberdade criativa e por uma linguagem artística que recusa convenções. Cada obra revela narrativas visuais onde se cruzam fantasia, irreverência e um imaginário profundamente pessoal.
Mais do que uma exposição, trata-se de um reencontro simbólico entre dois percursos artísticos e de uma oportunidade rara para descobrir, lado a lado, duas personalidades incontornáveis da arte contemporânea portuguesa.