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Romaria de Santa Eulália convida a descobrir a história da Figueira da Foz

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Capela de Santa Eulália/Romaria de Santa Eulália/Monte de Santa Olaia

Eis uma oportunidade única para conhecer uma das mais antigas tradições religiosas do concelho, a Romaria em Honra de Santa Eulália e, ao mesmo tempo, descobrir um dos nossos locais históricos de maior relevância: o Monte de Santa Olaia, onde encontramos a bela capela dedicada a Santa Eulália, que mantém o culto vivo nestas celebrações religiosas populares regulares.

A celebração decorrerá no dia 15 de julho (domingo), inclui passeio pela história e atuações de duas das mais prestigiados grupos musicais e etnográficos do concelho e o MeetFigueira aconselha vivamente a todos os que estejam de férias ou de passagem, mas também a habitantes que ainda não conheçam bem o interior do território, pois a Figueira da Foz é muito mais do que sol, praia e Bairro Novo…

Os montes de Santa Olaia e Ferrestelo, junto à fronteira com Montemor-o-Velho, apresentam vestígios de ocupação humana desde a pré-história, com destaque para a presença Fenícia e para o período medieval. Os trabalhos arqueológicos nestes montes do Baixo Mondego remontam ao século XIX, pela mão de um dos pioneiros da arqueologia nacional, António dos Santos Rocha, que hoje dá nome ao excelente Museu Municipal da Figueira da Foz e grande parte do valioso espólio encontrado pode ser visto no museu. Aliás, o chamado Castro de Santa Olaia (ou Eulália) está classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1953.

No monte, além da vista maravilhosa sobre os campos do Mondego em altura da faina do arroz, podemos observar as ruinas de antigos povoamentos. Além de ser um ponto de paragem obrigatório para caminhantes e ciclistas que explorem os campos do Mondego e que se podem refrescar na simpática Praia Fluvial da Ereira, ali a dois passos, este monte tem uma carga simbólica e religiosa ainda muito forte junto das comunidades locais, como poderá verificar nesta Romaria de Santa Eulália, de caráter anual.

Consciente da importância histórica e identitária deste local, de facto, a organização da Romaria, a cargo da Junta de Freguesia de Ferreira-a-Nova, volta a convidar este ano para as celebrações religiosas, mas também para a descoberta deste valioso património, com uma visita guiada pelo historiador e técnico do Museu Municipal Santos Rocha, Marco Penajoia, após a Missa na capela, às 16h00, que abre o programa.

A parte lúdica, essa, fica a cargo da Banda Filarmónica Santanense e do Rancho Folclórico Rosas de Maio. A jornada termina com um lanche convívio, para o qual estão todos também convidados.

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AUTOR

João P. Cruz
Consultor de comunicação territorial e patrimonial mas tudo lhe interessa. Estudou arqueologia, foi jornalista, biógrafo, ajudante de cozinha, ghostwriter, operacional do ICNF e livreiro. Integra desde 2018 equipas de classificação patrimonial (Nacional e UNESCO) e de projetos de desenvolvimento turístico, cultural e económico local. Está na luta dos territórios sustentáveis e inteligentes. Nasceu em Coimbra, vive na Figueira da Foz há 18 anos e é do mundo. É também co-fundador da MeetMunda Inovação e Turismo, empresa-mãe da marca MeetFigueira.

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