Filme “Maria Vitória” apresentado em sessão especial com o realizador e atores

O Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz recebe, na próxima sexta-feira, 13 de março, pelas 21h30, uma sessão especial do filme “Maria Vitória”, que contará com a presença do realizador Mário Patrocínio e dos atores Mariana Cardoso e Miguel Borges, natural da Figueira da Foz.
O drama acompanha Maria Vitória, uma jovem que vive numa aldeia remota nas montanhas portuguesas e joga futebol numa equipa juvenil masculina. Determinada a tornar-se jogadora profissional, divide o seu tempo entre os treinos intensos com o pai e o quotidiano familiar, até que o regresso inesperado do irmão mais velho vem reabrir feridas do passado e colocar em causa as relações familiares. À medida que se aproxima o jogo mais importante da sua vida, a jovem confronta-se com o peso das expectativas e procura definir o seu próprio caminho.
Com realização de Mário Patrocínio e interpretações de Mariana Cardoso, Miguel Borges e Miguel Nunes, “Maria Vitória” é uma produção portuguesa de 2025, com duração de 1h53 e classificação etária M/14. A sessão terá lugar no Auditório João César Monteiro. Os bilhetes têm o custo de 4 euros, sem marcação prévia de lugares.
Filarmónica Quiaense promove masterclass e concerto de saxofone

A Filarmónica Quiaense promove, no próximo 14 de março de 2026, mais uma sessão das Masterclasses da Foz, dedicada ao saxofone e orientada pelo músico Artur Mendes. A iniciativa decorre na Casa do Povo de Quiaios, com atividades ao longo do dia, entre as 09h30 e as 23h00, reunindo jovens músicos e interessados em aprofundar competências técnicas e interpretativas no instrumento.
A programação culmina à noite com o evento “Jantar à Mesa com Saxofonistas”, marcado para as 20h00, seguido, pelas 21h30, da apresentação pública do trabalho desenvolvido durante a masterclass, momento aberto ao público com entrada livre.
As reservas para o jantar podem ser efetuadas através do telefone 963 105 042 ou do email filarmonicaquiaense@gmail.com
Filarmónica Paionense promove Noite de Fados

A Sociedade Filarmónica Paionense organiza, no próximo sábado, 14 de março, pelas 21h00, uma Noite de Fados, prometendo um serão dedicado à tradição musical portuguesa.
O espetáculo contará com as vozes de Margarida Carvalho, José Alberto e Cris Caixeiro, acompanhados por Carlos Ligeiro, na guitarra portuguesa, e Tiago Cordeiro, na viola.
A iniciativa terá lugar na sede da coletividade, no Paião, e inclui serviço de jantar pelo valor de 13 guitarras, com ementa composta por grelhados, pão, azeitonas, caldo verde e bebidas a copo. A organização convida o público a participar numa noite de convívio e música, celebrando o fado num ambiente tradicional e intimista.
Casa do Paço recebe “Encontro às 7” dedicado à música portuguesa

A Casa do Paço acolhe o concerto “Encontro às 7”, um recital intimista de piano e voz dedicado ao cancioneiro português da segunda metade do século XX. O espetáculo propõe uma viagem musical por canções que marcaram várias gerações, revisitando repertórios associados a intérpretes emblemáticos da música nacional, como Simone de Oliveira ou Paulo de Carvalho. Num formato próximo e evocativo, o concerto recupera temas que fazem parte da memória coletiva, onde a palavra cantada e a interpretação assumem um papel central.
Em palco estarão Eugénia Viana, ao piano, e João Barbas. Eugénia Viana, pianista e docente do conservatório, desenvolve atividade artística e pedagógica e encontra-se a concluir o mestrado em Performance na Universidade de Aveiro, tendo já atuado em espaços como a Casa da Música e o Teatro Rivoli. João Barbas, formado no Conservatório Nacional e também na Universidade de Aveiro, tem participado em diversos projetos operáticos e de oratória, colaborando com orquestras e festivais.
A iniciativa é promovida pelo Conservatório de Música David de Sousa em parceria com a Casa do Paço e integra a estratégia de programação cultural deste espaço patrimonial, que se tem vindo a afirmar como palco de encontro entre música, património e comunidade. A entrada é livre, sujeita à lotação da sala.
Espetáculo sensorial “Lagoa Pequena” apresentado na Assembleia Figueirense

A Assembleia Figueirense recebe o espetáculo “Lagoa Pequena”, uma proposta de teatro sensorial dirigida a bebés, crianças e famílias. Estão previstas duas sessões, às 11h00 e 16h00.
Inspirado na natureza e nos sons da lagoa, o espetáculo constrói um universo poético onde diferentes criaturas ganham vida em palco: um pato-real que nasce de um ovo, uma garça elegante, uma cegonha que anuncia nova vida, um cão curioso, dois ouriços brincalhões, uma minhoca escondida e uma borboleta em movimento. Ao longo da narrativa, os Guardiões da Lagoa acompanham o público numa viagem que evoca o equilíbrio delicado da natureza.
Através de movimento, som, luz e marionetas, “Lagoa Pequena” propõe uma experiência sensorial que convida os mais novos — e também os adultos — a explorar o ciclo da vida e a poesia do mundo natural.
O espetáculo, com duração aproximada de 45 minutos, conta com interpretação de Tiago Duarte e Paulo Santos, numa produção da Estação das Letras. Os bilhetes têm o custo de 5 euros por participante e as marcações são obrigatórias, através do telefone 964 090 165.
Teatro de comédia “Uma Herança Pesada” em Alhadas

A Sociedade Boa União Alhadense leva à cena, no próximo 15 de março, pelas 16h00, na sua sede, a comédia “Uma Herança Pesada”, interpretada pelo Grupo Cénico da coletividade.
A peça, em dois atos, é da autoria do dramaturgo Jean‑Pierre Martinez e conta com encenação de Marques Cabete. O espetáculo reúne um elenco composto por vários elementos do grupo cénico da associação, num trabalho que aposta no humor e no ritmo característicos da comédia teatral.
Com esta iniciativa, a SBUA pretende continuar a promover a atividade cultural e teatral na freguesia de Alhadas, convidando a comunidade a assistir e a apoiar o teatro amador local. As reservas de lugares podem ser efetuadas na sede da coletividade ou através do telefone 233 930 410.
Exposição de Ana Couceiro celebra a pluralidade feminina no CAE

O Centro de Artes e Espectáculos apresenta, até 29 de março, na Sala Zé Penicheiro, a exposição “Mulheres do/no mesmo mundo”, da artista Ana Couceiro. A mostra propõe uma reflexão visual sobre a diversidade e a condição feminina. Através de um conjunto de obras que exploram diferentes fisionomias, cores e expressões, a artista constrói um universo onde figuras distintas coexistem e partilham experiências comuns.
O trabalho de Ana Couceiro destaca-se pela diversidade de técnicas e materiais utilizados — do desenho e carvão ao acrílico, passando pelo papier maché, tecidos e elementos de bijuteria — resultando em composições plásticas que combinam pintura e escultura em baixo-relevo.
A exposição pode ser visitada com entrada livre nos horários habituais do CAE: de segunda a quinta-feira das 9h às 23h, sexta-feira das 9h às 24h, sábados e feriados das 10h às 24h e domingos das 10h às 19h.
Exposição “Flux”, de Ken Nahan, patente na Sala de Ilustração do CAE

O Centro de Artes e Espectáculos apresenta, entre 21 de fevereiro e 5 de abril, na Sala de Ilustração, a exposição “Flux”, do artista Ken Nahan.
Nesta mostra, o artista explora a relação entre ordem e movimento, combinando elementos como cartas náuticas, colagens e papéis artesanais que funcionam como base para processos de improvisação plástica. Sobre estas superfícies, os gestos pictóricos cruzam linhas geográficas e sugerem correntes invisíveis, criando composições que alternam entre precisão e espontaneidade.
Os trabalhos apresentados incluem também peças de menor formato e carácter mais intimista, onde o movimento se revela de forma mais livre e direta, prolongando o diálogo visual que atravessa toda a exposição.
CAE apresenta exposição “Figueira: Uma Árvore de Sonho a Mar”, de Zé Surf

O Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz apresenta, entre 7 de março e 26 de abril, na Sala Afonso Cruz, a exposição “Figueira: Uma Árvore de Sonho a Mar”, do fotógrafo Zé Surf. A entrada é livre.
Nesta mostra, o artista parte da figueira, símbolo que está na origem do nome da cidade, para construir uma narrativa visual que estabelece um paralelo entre a árvore e a própria Figueira da Foz. A figueira surge como metáfora de raiz, abrigo e ponto de encontro, simultaneamente ligada à terra e orientada para o horizonte marítimo.
Através da fotografia, Zé Surf explora diferentes dimensões da árvore — a textura, a luz, a sombra e a solidão — criando um percurso visual que liga a presença física da paisagem ao imaginário do mar. A exposição é apresentada num ambiente inspirado no conceito “Woodstock on the beach”, procurando envolver o visitante numa experiência sensorial onde arte, natureza e memória se cruzam.
«Neste trabalho, o artista, que se autodenomina “o último fotógrafo underground no planeta”, parte do símbolo fundador que dá nome à nossa cidade para construir uma narrativa visual profunda e poética. A figueira-árvore transforma-se numa metáfora viva da Figueira-cidade: ambas são raiz e abrigo, ponto de partida e de encontro, firmadas na terra, mas com o olhar permanentemente virado para o mar.»
Diabos à Solta no Mosteiro de Seiça

Está patente no Mosteiro de Santa Maria de Seiça a exposição “Do Inferno ao Mosteiro – Diabos à Solta em Seiça”, a partir da coleção particular de José Santos Silva, numa proposta que cruza artesanato figurado, imaginário popular e património cultural.
A mostra, que ficará patente até 28 de junho e poderá ser visitada de quarta-feira a domingo, das 14h00 às 18h00, presta homenagem às tradições e à dimensão simbólica das criaturas míticas portuguesas, convocando aquilo que a própria sinopse descreve como «a magia que envolve as nossas criaturas míticas», num percurso onde se esbatem os limites entre arte e cultura. Entre o grotesco e o fascinante, estas figuras demoníacas surgem não apenas como encarnações do mal, mas como espelhos da complexidade humana.
Instalada no antigo mosteiro cisterciense — hoje espaço requalificado e afirmado como polo cultural do concelho —, a exposição pretende estabelecer um diálogo provocador entre o sagrado e o profano, entre o silêncio monástico e a irreverência etnográfica.
Trabalhadas em barro, madeira e outros materiais, as peças expostas dão corpo a «seres travessos e enigmáticos» que povoam o imaginário tradicional português. Mais do que representações maléficas, estes diabos populares revelam «a dualidade da natureza humana», num olhar simultaneamente crítico, lúdico e profundamente enraizado na cultura vernacular.
«Esta coleção», sublinha o colecionador, «presta homenagem às tradições populares e à magia que envolve as nossas criaturas míticas, desafiando os limites entre a arte e a cultura. Entre o grotesco e o fascinante, a luz e a sombra, surge um artesanato figurado inspirado nos diabos — figuras maléficas, mas sedutoras, que habitam as lendas e as festas tradicionais portuguesas».