Viver a Figueira 12 meses por ano

O que fazer na Figueira da Foz de 12 a 14 de junho

Festas da Cidade e de São João regressam com música, tradição e animação

8 a 24 Junho | Figueira da Foz

A cidade prepara-se para viver mais uma edição das Festas da Cidade e de São João, que decorrem entre os dias 8 e 24 de junho, prolongando-se com a tradicional Regata Louca do Mondego, agendada para 27 de junho.

O programa reúne algumas das iniciativas mais emblemáticas do calendário festivo figueirense, começando com a Festa da Sardinha, entre 8 e 10 de junho, seguindo-se a Feira das Freguesias, de 13 a 24 de junho, espaço privilegiado para a promoção da gastronomia, cultura e identidade das freguesias do concelho.

Entre os momentos mais aguardados contam-se também a Corrida Mais Bonita de Portugal, a 14 de junho, a Grande Noite de São João, a 23 de junho, e as celebrações do Dia de São João, feriado municipal, a 24 de junho.

A componente musical assume igualmente particular destaque, com atuações de Maninho (13 de junho), Zé Amaro (14 de junho), Nuno Ribeiro (19 de junho), Emanuel (20 de junho), Fernando Daniel (21 de junho), Matias Damásio (23 de junho) e Bia Caboz (24 de junho).

As festividades incluem ainda marchas populares, arraiais, fogo de artifício, animação de rua e um vasto conjunto de atividades dirigidas a públicos de todas as idades, reforçando o carácter popular e agregador de uma celebração profundamente enraizada na identidade da cidade.

O encerramento das festividades acontece a 27 de junho com a Regata Louca do Mondego, um dos eventos mais singulares e participados da programação, que volta a trazer criatividade, humor e espírito festivo às águas do Mondego.

Ao longo de várias semanas, a Figueira da Foz convida residentes e visitantes a participar numa programação que celebra a cultura, as tradições populares e o espírito comunitário que marcam esta época do ano.

Quim Barreiros anima Noite de Santo António na Figueira da Foz

718868594_1328330292830618_5235835667993593246_n

A Noite de Santo António volta a celebrar-se na Figueira da Foz no dia 12 de junho, a partir das 20h00, com muita animação, petiscos e sardinha assada. O cabeça de cartaz é o incontornável Quim Barreiros, que dispensa apresentações, contando ainda com a atuação da dupla Key Love.

Organizada pela Santa Casa da Misericórdia da Figueira da Foz, a iniciativa promete reunir a comunidade numa noite de convívio e tradição, em homenagem a Santo António e ao espírito dos santos populares.

JORNADAS EUROPEIAS DO PATRIMÓNIO

___ARTE_FINAL___jornadas europeias de arqueologia 2026_

Sob o mote “Arqueologia a Acontecer”, o município da Figueira da Foz promove, no Museu Municipal Santos Rocha (MMSR), uma atividade que destaca o papel da arqueologia preventiva na salvaguarda do património, a importância dos museus na preservação, estudo e valorização do património arqueológico, e promove a aproximação do público a uma herança cultural muitas vezes invisível.

A iniciativa “Os fornos romanos da Figueira da Foz: nos bastidores da reserva de arqueologia do Museu Municipal Santos Rocha”, convida o público a descobrir os vestígios dos fornos romanos do território, testemunhos de uma produção cerâmica de época romana. Inclui:

  • visita orientada ao MMSR, conduzida pelo arqueólogo Marco Penajoia, na qual serão apresentados os principais achados arqueológicos identificados desde os trabalhos pioneiros de António dos Santos Rocha até às mais recentes investigações reunidas no artigo “Elementos para o Estudo da Ocupação Romana na Foz do Mondego”, disponível online.
  • Oficina prática de cerâmica, dinamizada pela ceramista Odete Sousa, que permitirá recriar alguns dos materiais produzidos nestes fornos na época romana, proporcionando uma abordagem participativa e experimental.

A participação é gratuita, contudo, sujeita a inscrição obrigatória serviço.educativo@cm-figfoz.pt

Um Quinteto de Morte no CAE

633166375_1302465145250854_6973728621318602739_n

O grande auditório do Centro de Artes e Espectáculos recebe o espetáculo Um Quinteto de Morte, uma comédia negra que promete surpreender o público com humor, ritmo e reviravoltas inesperadas.

A história acompanha um grupo de criminosos que, disfarçados de músicos, aluga um quarto na casa de uma velhinha aparentemente ingénua. O objetivo é simples: usar o espaço como base para preparar um assalto. No entanto, quando a dona da casa descobre o plano, a situação foge rapidamente ao controlo, dando lugar a um jogo de enganos, estratégias falhadas e momentos de autêntica comicidade, onde o crime acaba por esbarrar numa inesperada resistência.

Inspirado em The Ladykillers, de Graham Linehan, com argumento original de William Rose, o espetáculo resulta de uma tradução e encenação de Frederico Corado. A produção é da UAU, com desenho de luz de Paulo Sabino e um elenco que inclui Florbela Queiroz, José Raposo, Carlos Areia ou João Maria Pinto, Heitor Lourenço, Miguel Raposo, Ricardo Raposo, António Machado e Fátima Severino.

As sessões estão agendadas para os dias 12 de junho, às 21h30, e 13 de junho, às 16h30, no CAE. Os bilhetes têm o valor de 22€ a 24€, sendo o espetáculo classificado para maiores de 14 anos.

Apresentação do livro “Os TempoNautas”, de Sophia Gil

719150805_1539621564868572_8014825716137104099_n

Entrada livre

A Sala Infantojuvenil da Biblioteca Municipal Pedro Fernandes Tomás, na Figueira da Foz, acolhe a apresentação do livro Os TempoNautas, da autora Sophia Gil. Dirigida sobretudo a crianças do 1.º Ciclo do Ensino Básico, esta obra de fantasia e aventura propõe uma viagem imaginária através do tempo, estimulando a curiosidade científica, o espírito de descoberta e o prazer da leitura.

Para além da narrativa, o livro integra atividades complementares que enriquecem a experiência de leitura, funcionando como um recurso pedagógico de apoio para pais, educadores e professores.

Terças com Poesia: «O poema começa com um nó na garganta» com Ana Zanatti e José Anjos

718099328_1328333259496988_7582555235754593163_n

«O poema começa com um nó na garganta», com Ana Zanatti e José Anjos, é a aposta da Biblioteca Pública Municipal Pedro Fernandes Tomás para a sessão de Terças com Poesia do mês de junho. O espetáculo poético-musical será apresentado dia 16, pelas 21h30, no Auditório Madalena Biscaia Azeredo Perdigão, com entrada livre.

Em «O poema começa com um nó na garganta» Ana Zanatti faz a leitura de poemas, acompanhada por José Anjos na guitarra e interpretação musical. O programa reúne textos dos próprios autores e de nomes clássicos e contemporâneos da poesia portuguesa e internacional, entre os quais Jorge de Sena, Mário-Henrique Leiria, Cláudia R. Sampaio, José Carlos Barros, Ana Hatherly, Alberto Pimenta, Ana Luísa Amaral, Natália Correia, Linda Pastan, Ary dos Santos, Sophia de Mello Breyner, Mário Cesariny e José Emílio Pacheco, entre outros.

Ana Zanatti desenvolveu, ao longo de 55 anos, uma carreira no teatro, televisão, rádio e cinema, como atriz, apresentadora e autora. Escreveu canções, adaptou peças de teatro e criou séries de ficção e documentais. Colaborou com jornais e revistas e, desde 2003, publicou onze livros de romance, contos e ensaio, além de textos integrados em coletâneas de poesia.

José Anjos nasceu em Lisboa, em 1978. É formado em Direito, poeta e músico. Tem quatro livros de poesia publicados e participa em vários projetos como baterista, guitarrista e diseur.


Exposição coletiva da Magenta no CAE

27 Maio a 28 Junho, 2026 | Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz

706473994_1387153640115337_6463138953126975573_n

“Confluências Criativas II”, da MAGENTA, é uma exposição coletiva de pintura e escultura, artes reconhecidas como das mais nobres e expressivas formas de manifestação artística. Possui a capacidade única de nos transportar a universos do imaginário, revelando uma beleza, muitas vezes subtil, que convida à contemplação e à reflexão promovendo o diálogo entre artistas e público.

Mais do que uma simples mostra de obras, este ciclo expositivo celebra a partilha de visões, técnicas e experiências, reunindo artistas com percursos diversos num espaço comum de diálogo e inspiração.

É um convite à descoberta, à reflexão e, sobretudo, ao fortalecimento da ligação entre arte, comunidade e território, reafirmando o papel vital da cultura na construção de pontes e no enriquecimento coletivo.

Durante o período desta exposição será realizada uma sessão de pintura ao vivo, no dia 1 de junho, enaltecendo e festejando o aniversário do CAE. Uma oportunidade de envolver o público nesta experiência artística e estimular a criatividade de cada um.

Mosteiro de Seiça| Visitas Guiadas aos Diabos à Solta

26 Março a 28 Junho, 2026 | Mosteiro de Seiça

cartaz seiça

O Mosteiro de Santa Maria de Seiça, recebe a exposição “Do Inferno ao Mosteiro – Diabos à Solta em Seiça”, a partir da coleção particular de José Santos Silva, numa proposta que cruza artesanato figurado, imaginário popular e património cultural.

Patente até 28 de junho e poderá ser visitada de quarta-feira a domingo, das 14h00 às 18h00, esta mostra presta homenagem às tradições e à dimensão simbólica das criaturas míticas portuguesas, convocando aquilo que a própria sinopse descreve como «a magia que envolve as nossas criaturas míticas», num percurso onde se esbatem os limites entre arte e cultura. Entre o grotesco e o fascinante, estas figuras demoníacas surgem não apenas como encarnações do mal, mas como espelhos da complexidade humana.

Instalada no antigo mosteiro cisterciense — hoje espaço requalificado e afirmado como polo cultural do concelho —, a exposição pretende estabelecer um diálogo provocador entre o sagrado e o profano, entre o silêncio monástico e a irreverência etnográfica.

Trabalhadas em barro, madeira e outros materiais, as peças expostas dão corpo a «seres travessos e enigmáticos» que povoam o imaginário tradicional português. Mais do que representações maléficas, estes diabos populares revelam «a dualidade da natureza humana», num olhar simultaneamente crítico, lúdico e profundamente enraizado na cultura vernacular.

«Esta coleção», sublinha o colecionador, «presta homenagem às tradições populares e à magia que envolve as nossas criaturas míticas, desafiando os limites entre a arte e a cultura. Entre o grotesco e o fascinante, a luz e a sombra, surge um artesanato figurado inspirado nos diabos — figuras maléficas, mas sedutoras, que habitam as lendas e as festas tradicionais portuguesas».

Exposição Rako (1946-2026). Da Figura ao Essencial

18 Maio a 30 Junho, 2026 | Museu Municipal Santos Rocha

701842910_1686826793447957_5735360726127390580_n_1_768_1085

O Museu Municipal Santos Rocha item patente a exposição temporária “Rako (1946 – 2026) – Da Figura ao Essencial”, uma mostra de homenagem a Reinaldo António Costa, artisticamente conhecido como Rako, artista plástico que escolheu a Figueira da Foz para viver e desenvolver grande parte do seu percurso artístico e humano.

Falecido em março de 2026, no Brasil, Rako deixou uma marca profunda na comunidade cultural figueirense, quer pela sua produção artística, quer pela sua ligação ativa à dinâmica artística local. Esta exposição constitui uma homenagem do Museu da cidade que o acolheu e que o artista escolheu como lugar de vida, reunindo um conjunto de obras representativas do seu percurso e da sua procura artística “da figura ao essencial”, celebrando o legado de um criador incontornável da arte contemporânea local. Entrada Livre.

Mário e Heitor Chichorro: Ar(te) de Família

26 Abril a 27 Setembro 2026 | Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz

669849426_1348393147324720_8709175957294213778_n

O Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz inaugura, a 26 de abril, a exposição “Mário e Heitor Chichorro: Ar(te) de Família”, patente até 27 de setembro nas salas 2 e 3.

Com curadoria do arquiteto Etienne Delaunay, a mostra reúne, pela primeira vez em Portugal, a obra de Mário Chichorro, artista radicado em França e reconhecido pela expressividade dos seus baixos-relevos, em diálogo com a criação artística do seu irmão, Heitor Chichorro, nome bem conhecido do público figueirense.

A exposição propõe um encontro entre dois universos singulares, marcados pela exuberância cromática, pelo humor, pela liberdade criativa e por uma linguagem artística que recusa convenções. Cada obra revela narrativas visuais onde se cruzam fantasia, irreverência e um imaginário profundamente pessoal.

Mais do que uma exposição, trata-se de um reencontro simbólico entre dois percursos artísticos e de uma oportunidade rara para descobrir, lado a lado, duas personalidades incontornáveis da arte contemporânea portuguesa.

A Figueira em Miniaturas

22 Abril a 30 Setembro, 2026 | Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz

667795052_1348421213988580_1228191208905251998_n

A exposição do cartoonista Zé Carlos, que encantou tantos visitantes na Sala 3, foi prolongada até setembro e agora pode ser vista num novo espaço. Venha (re)descobrir, na Sala de Ilustração, este universo único em 3D: miniaturas afetivas que retratam a memória, os usos, costumes e tradições da Figueira da Foz e das suas freguesias. Humor, nostalgia e criatividade lado a lado.

Horário: Segunda a quinta: 09h – 23h | Sexta: 09h – 24h | Sábados e feriados: 10h – 24h | Domingos: 10h – 19h

“Memórias do Barro – As Fábricas de Cerâmica da Figueira da Foz” na Casa do Paço

27 Março a 31 Outubro, 2026 | Casa do Paço da Figueira da Foz

imagem1_1_1024_2500

É inaugurada na próxima sexta-feira, 27 de março, pelas 18h00, na Casa do Paço a exposição “Memórias de Barro-As Fábricas de Cerâmica da Figueira da Foz”, organizada pelo Museu Municipal Santos Rocha (MMSR), que propõe uma viagem pelo património industrial e cultural das fábricas de cerâmica da Figueira da Foz e ficará patente até 31 de outubro, podendo ser visitada, gratuitamente, de quarta a sábado das 14h00 às 18h00.

“Memórias de Barro-As Fábricas de Cerâmica da Figueira da Foz” procura, através de objetos, fotografias e documentos, reconstruir a história das fábricas de cerâmica do concelho da Figueira da Foz, bem como a diversidade das produções, desde louça utilitária a materiais de construção, apresentando igualmente uma sumária história das fábricas.

A exposição resulta de um estudo aprofundado da coleção de cerâmica do concelho da Figueira da Foz pertencente ao MMSR e compreende a produção desde finais do século XIX ao século XX, concentrada nas freguesias de Brenha, Buarcos, Lavos, São Julião e Tavarede, com produtos finais destinados fundamentalmente ao mercado local e regional.

Quanto às principais fábricas de material de construção estudadas e agora documentadas estão a Empresa Industrial do Cabo Mondego, a Manufatura Cerâmica Figueirense e a Cerâmica Figueirense, Lda., que acompanharam o crescimento económico e urbano da Figueira da Foz.

A Casa do Paço, recorde-se, foi o primeiro local a acolher o Museu Municipal da Figueira da Foz, inaugurado a 6 de maio de 1894, onde permaneceu por cinco anos, até à conclusão do novo edifício dos Paços do Concelho, em 1899, para onde viria a ser transferido, nesse mesmo ano.