O Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz apresenta, no Auditório João César Monteiro, uma sessão de cinema com o filme “A Comédia de Deus”, no âmbito do ciclo “Integral João César Monteiro”.
João César Monteiro (Figueira da Foz, 2 de fevereiro de 1939 — Lisboa, 3 de fevereiro de 2003), é autor de uma obra extraordinária, ferozmente livre e de uma coragem artística ímpar. Um cineasta singular e iconoclasta que marcou sobremaneira a arte portuguesa no último meio século. “A Comédia de Deus” é o segundo título a ser exibido deste ciclo, apresentado em parceria com a Medeia Filmes. Todos os filmes serão exibidos em cópias digitais restauradas.
Sinopse: João de Deus, a personagem criada por João César Monteiro em “Recordações da Casa Amarela”, é neste filme o encarregado e sorveteiro do “Paraíso do Gelado”, onde inventou o gelado “Paraíso”, a especialidade da casa que faz as delícias da clientela. Ocupa as suas horas de ócio, quase sempre solitárias, a colecionar pelos púbicos femininos, num precioso álbum a que chama “Livro dos Pensamentos”, também cheio de palavras e citações.
Grande Prémio Especial do Júri do Festival de Veneza 1995
Realização: João César Monteiro
Intérpretes: Cláudia Teixeira, Max Monteiro, Manuela de Freitas
Género: Comédia
Origem: Portugal, 1995
Duração: 2h45
M/16 | Cópia Restaurada
Bilhetes 4€ | À venda na bilheteira do CAE e na Ticketline.
A companhia Teatro do Bigode vai fazer audições na Figueira da Foz para a sua nova produção.
As audições destinam-se a atores e atrizes profissionais, a partir dos 18 anos, interessados em integrar o elenco deste novo projeto artístico. Os candidatos deverão submeter a sua candidatura previamente, enviando currículo ou portfólio, bem como duas fotografias — uma de rosto e outra de corpo inteiro para: teatrodobigode@gmail.com. As audições realizam-se no Auditório da Casa do Paço.
O Teatro do Bigode é um projeto profissional de teatro que se encontra a ser implementado na cidade, constituído por um núcleo de trabalho coeso, que reúne artistas profissionais da região e voluntários apaixonados pela arte e pelo teatro, promovendo uma criação artística profissional na Figueira.
Entre os projetos em carteira destacam-se o musical “A Flor e o Gnomo”, um sucesso para toda a família, e a comédia “Piolhos e Actores”, estreada no Centro de Artes e Espetáculos (CAE), que conta com Vítor Emanuel no elenco. Além das peças que levam a produção Figueirense em digressão pelo pais, em setembro, iniciou ACADEMIA – Teatro do Bigode, na cidade de Coimbra, um projeto pedagógico dedicado a jovens.
A residência artística terminou, mas a sua energia criativa permanece, numa exposição que revela ao público todo o fruto de uma semana de imersão, criação e diálogo no histórico Mosteiro de Santa Maria de Seiça.
Venham descobrir as obras únicas que nasceram do encontro entre cinco talentosos artistas e a alma deste lugar. Através de pintura, escultura, fotografia e vídeo, a exposição “Ecos de Seiça” convida a percorrer um caminho sensível onde o passado dialoga com o presente, a memória ganha corpo e o património reinventa-se através da arte.
É a celebração de um processo intenso, agora partilhado com todos.
Uma iniciativa no âmbito do projeto CAE Fora de Portas, em parceria com a Divisão de Monumentos Históricos do Município da Figueira da Foz.
O Mosteiro de Santa Maria de Seiça (Paião) acolhe a visita de encerramento à exposição “Dispersos: Fragmentos de Memória”, orientada pela Professora Doutora Sandra Costa Saldanha, Diretora do Museu Nacional de Machado de Castro (MNMC). A entrada é livre.
A iniciativa assinala o momento final de uma mostra que trouxe ao Mosteiro de Seiça um conjunto excecional de 40 esculturas pétreas provenientes das reservas do MNMC, obras durante décadas dispersas, anónimas e silenciosas, oriundas de antigas igrejas e conventos, entretanto transformadas, vendidas ou espoliadas, e hoje exemplarmente recuperadas.
Instalada no mosteiro cisterciense recentemente requalificado e classificado como Monumento Nacional, a exposição promoveu um diálogo singular entre patrimónios que partilharam destinos semelhantes de abandono, dispersão e posterior valorização. Neste contexto, a visita de encerramento constitui uma oportunidade privilegiada para aprofundar a leitura histórica, artística e simbólica das obras, sob a orientação da responsável científica da exposição.
Às 16h00, a visita será complementada por um apontamento musical a cargo do Coral David de Sousa, reforçando a dimensão sensorial e cultural do evento.
A exposição “Dispersos: Fragmentos de Memória” resulta de uma parceria entre o Museu Nacional de Machado de Castro e a Câmara Municipal da Figueira da Foz, através da Divisão de Monumentos Históricos, afirmando o Mosteiro de Santa Maria de Seiça como um polo ativo de cultura, reflexão e fruição patrimonial no território.
Programa:
– 15h00 | Visita guiada orientada por Sandra Costa Saldanha
– 16h00 | Apontamento musical – Coral David Sousa
O Studio NorthFront vai organizar O TAL ENCONTRO, um “momento que nasce de um encontro espontâneo de pessoas locais com a mesma necessidade e desejo para criar um espaço aberto a todos, para conectar pessoas e ideias e fomentar o sentido de pertença à Figueira da Foz”, refere a organização.
Programa completo no cartaz.
O Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz recebe a exposição OLEANDRAS: é uma coleção de narrativas autobiográficas de autoras que usam a imagem como forma primordial de escrita. O crescimento, a constituição de identidade e a procura de um lugar no mundo são temas centrais destas narrativas reais contadas na primeira pessoa.
Os 4 primeiros livros – “Vai mas Volta”, de Liliana Lourenço, “Amanhã”, de Ana Biscaia, “Um Corpo que se Desfaz”, de Rachel Caiano e “Assis Bueno 37”, de Paula Delecave – inauguram uma coleção de livros-objeto que conjugam grafismo, texto e imagem de forma experimental.
A história privada da cultura humana tem sido narrada e transformada em objetos artísticos, sobretudo por uma elite que possui as ferramentas e os meios para o fazer. Urge estender essa possibilidade dando a ouvir e valorizando as várias vozes que constituem o mapa diverso da convivência humana.
Inspirado pelo conceito de “escrevivências” criado pela escritora brasileira Conceição Evaristo, esta coleção centra-se na criação de narrativas como método de investigação artística e produção de conhecimento social.
Oleandras são resistentes e são políticas.
“Oleandro” (Nerium oleander) é o nome de uma planta extremamente resistente ao frio e ao calor, comum nas calçadas e vias públicas.
Sala 3 | Entrada livre