Viver a Figueira 12 meses por ano

O que fazer na Figueira da Foz de 10 a 12 de abril

CINEMA CAE | Blue Moon

10 Abril, sexta-feira, 21:30 | Centro de Artes e Espectáculos

Blue Moon CARTAZ

O Auditório João César Monteiro recebe mais uma sessão de cinema, com o filme “Blue Moon”, de Richard Linklater. Com Ethan Hawke, Margaret Qualley e Bobby Cannavale, a obra recebeu o Urso de Prata para Melhor Interpretação Secundária (Andrew Scott) no Festival de Berlim 2025 e teve nomeações para Melhor Ator (Ethan Hawke) e Melhor Argumento Original nos òscares 2026.

Sinopse:  O lendário letrista da Broadway Lorenz Hart sai de um teatro e dirige-se ao Sardi’s. O dia é 31 de março de 1943, noite de estreia do musical “Oklahoma!”, do seu antigo parceiro de escrita Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II. Na festa dessa noite, Hart vê-se confrontado com o declínio da carreira…

Captando este momento singular, “Blue Moon” é uma meditação sobre o amor, a amizade e a arte no tom típico de Richard Linklater, entre a leveza e a melancolia.

Bilhetes 4€ por pessoa. À venda na bilheteira do CAE e na Ticketline.

Buarcos em modo folia: desfiles carnavalescos animam a Figueira da Foz

11 a 12 Abril, 2026 | Buarcos

661007910_1422217396616707_9046979967899939196_n

Este ano mais tarde no calendário, devido ao mau tempo que se verificou em fevereiro, o Carnaval regressa a Buarcos, na Figueira da Foz, nos dias 11 e 12 de abril, prometendo um fim de semana marcado pela alegria, cor e tradição, numa celebração onde “não há data marcada para celebrar a vida”.

O programa inicia-se na sexta-feira, 11 de abril, às 21h30, com o Desfile das Escolas de Samba na Avenida do Brasil, reunindo ritmos contagiantes e a energia das coletividades locais. No domingo, 12 de abril, às 15h00, a mesma avenida recebe o aguardado Grande Corso Carnavalesco, momento alto das festividades e expressão maior da criatividade e envolvimento comunitário.

A edição deste ano conta com a cantora e atriz Luciana Abreu como rainha do Carnaval. O título de rei é atribuído ao empresário Nuno Miguel, figura com fortes ligações ao Carnaval de Buarcos, onde tem colaborado ativamente ao longo dos anos, incluindo participações como mestre-sala em diversas escolas de samba locais.

Atividades para fazer nas Férias da Páscoa

3 Abril a 11 Abril, 2026 | Museu Municipal Santos Rocha

Férias da Páscoa 2026

O Museu Municipal Santos Rocha (MMSR) e os seus núcleos museológicos prepararam um programa especial para as Férias da Páscoa, com um conjunto de atividades educativas e culturais dirigidas a diferentes públicos, promovendo o contacto com o património, a arte e a natureza.

Programa completo no cartaz.

Dia Nacional dos Moinhos assinalado em Moinhos da Gândara

11 Abril | Sábado | Moinhos da Gândara

668498599_1275249634805351_1456105164371609924_n

O Dia Nacional dos Moinhos será celebrado no próximo 11 de abril, com a iniciativa “Dia dos Moinhos Abertos 2026”, a decorrer no Núcleo Molinológico dos Moinhos da Gândara, no concelho da Figueira da Foz. A participação nas atividades é gratuita, mediante inscrição obrigatória até 9 de abril, através do endereço eletrónico servico.educativo@cm-figfoz.pt

O programa inicia-se às 10h00 com visitas guiadas, dinamizadas pela Associação Mó Gândara e pelos Urban Sketchers Montemor. Pelas 11h30, terá lugar uma homenagem ao moleiro Filipe Cravo, reconhecendo o seu contributo para a preservação da memória e das práticas tradicionais associadas à atividade molinológica.

Às 12h00, realiza-se a oficina gastronómica “Saber Fazer Batata Assada na Areia de Mar”, promovida pela Associação Amigos da Praia da Tocha. Em paralelo, a Associação Mó Gândara dinamiza a recriação do ciclo da broa, incluindo confeção e degustação de broa com sardinha assada na telha.

O almoço está agendado para as 13h30, sendo necessária inscrição prévia através dos contactos 966 161 677, 962 631 501 ou 933 267 893.

Da parte da tarde, às 15h00, decorre a oficina de cerâmica “O Som do Barro”, orientada por Juliana Marcondes. Segue-se, às 16h30, uma degustação de arroz doce premiado, promovida pela Junta de Freguesia local, terminando o programa com atuações musicais às 17h00.

Para facilitar a participação, será disponibilizado transporte municipal gratuito entre o Museu Municipal Santos Rocha e os Moinhos da Gândara, com partida às 09h30 e regresso às 13h30, bem como nova saída às 14h30 e chegada prevista às 18h30.

A iniciativa integra a estratégia de valorização do património molinológico e das tradições locais, promovendo o envolvimento da comunidade e a salvaguarda das práticas culturais associadas aos moinhos.

Apresentação Livro | Conhece-me Antes de Me Odiares – Notas sobre a História e Cultura Cigana

11 Abril, Sábado, 16:00 | Biblioteca Municipal Pedro Fernandes Tomás

Conhece-me antes de me odiares - Cartaz

No âmbito da programação da Semana da Interculturalidade, a Biblioteca Municipal Pedro Fernandes Tomás, acolhe a apresentação do livro “Conhece-me Antes de Me Odiares – Notas sobre a História e Cultura Cigana”, da autoria de Bruno Gonçalves.

A iniciativa, cuja participação é livre, contudo limitada à lotação do espaço, terá lugar na Sala de Leitura da Biblioteca e contará com moderação de Frederica Jordão, museóloga e fundadora do projeto Pó de Saber, Cultura e Património.

A obra, escrita por um autor português de etnia cigana, propõe uma abordagem abrangente à história, cultura e vivências das comunidades ciganas, abordando temas como as suas origens, tradições, valores e desafios contemporâneos. O livro destaca ainda aspetos identitários relevantes, como a Lei Cigana, o luto, o casamento, as celebrações e a religião, bem como figuras ciganas com contributos nas áreas da cultura, política, artes e desporto.

Bruno Gonçalves, nascido em Coimbra em 1976 e residente na Figueira da Foz, é licenciado em Animação Socioeducativa e pós-graduado em Mediação de Conflitos em Contexto Escolar. Destaca-se pelo seu percurso enquanto dirigente associativo cigano e formador do Conselho da Europa na área da mediação para comunidades ciganas, sendo também autor de obras dirigidas ao público infantojuvenil.

Encontro de Bandas anima a Sociedade Filarmónica Figueirense

11 Abril, Sábado, 15:00 | Figueira da Foz

668859690_1275249548138693_5937343970048271361_n

A Sociedade Filarmónica Figueirense promove, no próximo dia 11 de abril de 2026, mais um Encontro de Bandas Filarmónicas, iniciativa que celebra a tradição musical e o espírito de cooperação entre coletividades da região.

Sob o mote “Ao som da Primavera”, o evento terá lugar na sede da instituição, na Rua Dr. Santos Rocha, na Figueira da Foz, reunindo três prestigiadas formações filarmónicas: a Sociedade Filarmónica União Maçaense, a Sociedade Musical Santanense e a banda anfitriã, a “prata da casa”.

O programa tem início com a receção das bandas convidadas e a interpretação dos respetivos hinos, prevista para as 15h00, seguindo-se, pelas 15h30, os concertos individuais de cada formação. Esta celebração constitui uma oportunidade privilegiada para apreciar a diversidade e a qualidade do repertório filarmónico da região, num ambiente de convívio e partilha cultural.

Peça “Com a Mão Doce e Firme” sobe ao palco do GDR Chã

11 Abril, Sábado, 21:30 | Chã

666333924_1388768889721433_6175940809496849050_n

O Grupo Desportivo e Recreativo da Chã (GDR Chã), em Tavarede, recebe no próximo sábado, 11 de abril, pelas 21h30, a peça “Com a Mão Doce e Firme”, apresentada pela companhia Pateo das Galinhas.

O espetáculo baseia-se no conto “Com a mão firme e doce” da escritora Maria Teresa Horta, com dramaturgia e encenação de Rui Quinteiro. A produção integra as XLVIII Jornadas de Teatro Amador, iniciativa promovida pelo Lions Clube da Figueira da Foz, com o apoio do Município, dedicada à valorização e divulgação do teatro amador na região.

A apresentação assume também um significado especial por se inserir no programa comemorativo dos 50 anos do GDR Chã, reforçando o papel desta coletividade como espaço de dinamização cultural e comunitária.

“Com a Mão Doce e Firme” propõe uma abordagem cénica sensível e intimista, inspirada na obra literária de Maria Teresa Horta, explorando temáticas ligadas à condição feminina, à identidade e à memória, características marcantes da escrita da autora.


“Da Obra ao Negro às Cores da Liberdade” em exposição no Museu Municipal

4 Março, 2026 | Quarta-feira

25 Abril, 2026 | Sábado

ArtesExposição

Figueira da Foz

660329517_1518317763667517_2503264985159402639_n

O Museu Municipal Santos Rocha acolhe a exposição dedicada a Manuel Filipe (1908–2002), propondo um percurso pela evolução estética e simbólica do artista, desde a densidade expressiva do período inicial até à libertação cromática das fases mais tardias da sua obra.

A mostra integra um conjunto significativo de peças, articuladas com obras provenientes do acervo do próprio museu, permitindo estabelecer diálogos entre diferentes momentos e linguagens da produção artística.

A exposição pode ser visitada até 25 de abril de 2026, de terça a sexta-feira entre as 09h30 e as 17h00, e aos sábados das 14h00 às 19h00. A entrada é gratuita.

CAE apresenta exposição “Figueira: Uma Árvore de Sonho a Mar”, de Zé Surf

7 Março a 26 Abril, 2026

649132529_1322696743227694_231119944037236738_n

O Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz apresenta, entre 7 de março e 26 de abril, na Sala Afonso Cruz, a exposição “Figueira: Uma Árvore de Sonho a Mar”, do fotógrafo Zé Surf. A entrada é livre.

Nesta mostra, o artista parte da figueira, símbolo que está na origem do nome da cidade, para construir uma narrativa visual que estabelece um paralelo entre a árvore e a própria Figueira da Foz. A figueira surge como metáfora de raiz, abrigo e ponto de encontro, simultaneamente ligada à terra e orientada para o horizonte marítimo.

Através da fotografia, Zé Surf explora diferentes dimensões da árvore — a textura, a luz, a sombra e a solidão — criando um percurso visual que liga a presença física da paisagem ao imaginário do mar. A exposição é apresentada num ambiente inspirado no conceito “Woodstock on the beach”, procurando envolver o visitante numa experiência sensorial onde arte, natureza e memória se cruzam.

«Neste trabalho, o artista, que se autodenomina “o último fotógrafo underground no planeta”, parte do símbolo fundador que dá nome à nossa cidade para construir uma narrativa visual profunda e poética. A figueira-árvore transforma-se numa metáfora viva da Figueira-cidade: ambas são raiz e abrigo, ponto de partida e de encontro, firmadas na terra, mas com o olhar permanentemente virado para o mar.»

“Memórias do Barro – As Fábricas de Cerâmica da Figueira da Foz” na Casa do Paço

27 Março a 31 Outubro, 2026

imagem1_1_1024_2500

É inaugurada na próxima sexta-feira, 27 de março, pelas 18h00, na Casa do Paço a exposição “Memórias de Barro-As Fábricas de Cerâmica da Figueira da Foz”, organizada pelo Museu Municipal Santos Rocha (MMSR), que propõe uma viagem pelo património industrial e cultural das fábricas de cerâmica da Figueira da Foz e ficará patente até 31 de outubro, podendo ser visitada, gratuitamente, de quarta a sábado das 14h00 às 18h00.

“Memórias de Barro-As Fábricas de Cerâmica da Figueira da Foz” procura, através de objetos, fotografias e documentos, reconstruir a história das fábricas de cerâmica do concelho da Figueira da Foz, bem como a diversidade das produções, desde louça utilitária a materiais de construção, apresentando igualmente uma sumária história das fábricas.

A exposição resulta de um estudo aprofundado da coleção de cerâmica do concelho da Figueira da Foz pertencente ao MMSR e compreende a produção desde finais do século XIX ao século XX, concentrada nas freguesias de Brenha, Buarcos, Lavos, São Julião e Tavarede, com produtos finais destinados fundamentalmente ao mercado local e regional.

Quanto às principais fábricas de material de construção estudadas e agora documentadas estão a Empresa Industrial do Cabo Mondego, a Manufatura Cerâmica Figueirense e a Cerâmica Figueirense, Lda., que acompanharam o crescimento económico e urbano da Figueira da Foz.

A Casa do Paço, recorde-se, foi o primeiro local a acolher o Museu Municipal da Figueira da Foz, inaugurado a 6 de maio de 1894, onde permaneceu por cinco anos, até à conclusão do novo edifício dos Paços do Concelho, em 1899, para onde viria a ser transferido, nesse mesmo ano.

Mosteiro de Seiça | Visitas Guiadas aos Diabos à Solta

26 Março a 28 Junho, 2026

cartaz seiça

O Mosteiro de Santa Maria de Seiça, recebe a exposição “Do Inferno ao Mosteiro – Diabos à Solta em Seiça”, a partir da coleção particular de José Santos Silva, numa proposta que cruza artesanato figurado, imaginário popular e património cultural.

Patente até 28 de junho e poderá ser visitada de quarta-feira a domingo, das 14h00 às 18h00, esta mostra presta homenagem às tradições e à dimensão simbólica das criaturas míticas portuguesas, convocando aquilo que a própria sinopse descreve como «a magia que envolve as nossas criaturas míticas», num percurso onde se esbatem os limites entre arte e cultura. Entre o grotesco e o fascinante, estas figuras demoníacas surgem não apenas como encarnações do mal, mas como espelhos da complexidade humana.

Instalada no antigo mosteiro cisterciense, hoje espaço requalificado e afirmado como polo cultural do concelho, a exposição pretende estabelecer um diálogo provocador entre o sagrado e o profano, entre o silêncio monástico e a irreverência etnográfica.

Trabalhadas em barro, madeira e outros materiais, as peças expostas dão corpo a «seres travessos e enigmáticos» que povoam o imaginário tradicional português. Mais do que representações maléficas, estes diabos populares revelam «a dualidade da natureza humana», num olhar simultaneamente crítico, lúdico e profundamente enraizado na cultura vernacular.

«Esta coleção», sublinha o colecionador, «presta homenagem às tradições populares e à magia que envolve as nossas criaturas míticas, desafiando os limites entre a arte e a cultura. Entre o grotesco e o fascinante, a luz e a sombra, surge um artesanato figurado inspirado nos diabos – figuras maléficas, mas sedutoras, que habitam as lendas e as festas tradicionais portuguesas».

Ciclo de visitas guiadas pelo próprio colecionador/curador, José Santos Silva:
Último domingo de cada mês, sempre às 16h00:
29 de março
26 de abril
31 de maio
28 de junho

Estas sessões, cuja participação é gratuita e não requerem inscrição prévia, convidam o público a ir além do olhar imediato sobre as peças expostas, explorando o contexto da coleção, o simbolismo dos “diabos” na cultura tradicional portuguesa e o diálogo singular que se estabelece entre este universo irreverente e o antigo espaço monástico cisterciense.